
Por trás de cada projeto que desenvolvo existe sempre muito mais do que aquilo que
se vê no resultado final. Antes das imagens bonitas, dos materiais escolhidos e dos
detalhes pensados ao pormenor, existe um processo feito de escuta, diálogo, intenção e tempo.
Tudo começa no briefing.
O briefing: escutar antes de desenhar
O briefing é, para mim, uma das etapas mais importantes de todo o processo. É o momento em que paro para ouvir verdadeiramente quem vai habitar o espaço.
Mais do que perceber gostos estéticos, interessa-me compreender rotinas, necessidades, hábitos, dinâmicas familiares e até emoções associadas à casa.
Como vivem? O que funciona e o que não funciona no dia a dia? O que querem sentir quando entram neste espaço?
É nesta fase que o projeto começa a ganhar forma, ainda que invisível.
Cada resposta, cada detalhe partilhado, torna-se uma peça essencial para construir uma solução que faça sentido na vida real.
O conceito: transformar ideias em intenção
Depois de compreender o briefing, inicio a fase de conceito. Aqui organizo as ideias, defino a linguagem do projeto, a paleta de cores, os materiais, as sensações que quero transmitir.
Não se trata apenas de criar algo bonito, mas de desenhar um espaço coerente, funcional e alinhado com quem o vai viver. É nesta fase que procuro o equilíbrio entre estética e conforto, entre personalidade e intemporalidade.
Cada escolha tem um propósito.
O desenho e o planeamento: onde tudo ganha forma
Com o conceito definido, passo para o desenho detalhado do espaço. Plantas, layouts, mobiliário por medida, soluções de arrumação, iluminação — tudo é pensado para responder às necessidades identificadas no início.
Esta é uma fase muito técnica, mas profundamente criativa. Cada centímetro conta. O objetivo é simplificar a vida de quem vai usar o espaço, criar fluidez, conforto e funcionalidade sem comprometer a harmonia visual.
Nada é deixado ao acaso.
A execução: do papel para a realidade
A fase de execução é onde o projeto começa a tornar-se real. Acompanhar este processo é essencial para garantir que tudo é concretizado tal como foi pensado.
Materiais, acabamentos, proporções, luz — pequenos ajustes fazem toda a diferença no resultado final. É aqui que o projeto exige atenção, sensibilidade e rigor, para que a ideia inicial se mantenha fiel até ao último detalhe.
O resultado final: um espaço com alma
Quando o projeto está concluído, o que vejo não é apenas um espaço bem desenhado. Vejo um lugar preparado para ser vivido. Um espaço que reflete quem lá habita, que apoia rotinas, que traz calma, funcionalidade e bem-estar ao dia a dia.
Para mim, o verdadeiro sucesso de um projeto não está apenas na estética, mas na forma como transforma a vida de quem o utiliza.
Porque o design de interiores, quando é feito com intenção, vai muito além da imagem final. É um processo humano, consciente e profundamente ligado às pessoas.
E é exatamente isso que procuro trazer a cada projeto que desenvolvo.